Coceira durante Quimioterapia e Imunoterapia

A coceira (prurido) é um sintoma relativamente comum entre mulheres em tratamento para o câncer de mama, podendo aparecer tanto durante a quimioterapia quanto com o uso de imunoterapia. Embora muitas vezes seja leve, pode causar desconforto importante e afetar a qualidade de vida, sendo essencial compreender suas causas e formas de alívio.

Durante a quimioterapia

A quimioterapia age destruindo células tumorais, mas também afeta células saudáveis da pele e das mucosas, o que leva ao ressecamento, descamação e sensibilidade cutânea. Esses efeitos tornam a pele mais suscetível à coceira.

Alguns medicamentos, como os taxanos (paclitaxel e docetaxel), podem causar reações alérgicas leves, com vermelhidão, ardor e prurido logo após a infusão. Além disso, o uso simultâneo de outros remédios, como antibióticos e analgésicos, pode contribuir para o surgimento da coceira.

Durante a imunoterapia

A imunoterapia é um avanço no tratamento do câncer de mama, especialmente no tipo triplo-negativo, utilizando medicamentos como o pembrolizumabe. Essa terapia estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerígenas.

No entanto, essa ativação pode levar a reações chamadas de eventos adversos imunomediados, quando o sistema de defesa também ataca tecidos saudáveis. A pele é um dos órgãos mais afetados, podendo surgir coceira, vermelhidão, manchas descamativas ou urticária.

Na maioria dos casos, são reações leves e controláveis, mas exigem acompanhamento médico, pois podem evoluir se não tratadas adequadamente.

Como aliviar a coceira

A coceira, seja pela quimioterapia ou imunoterapia, costuma melhorar com cuidados simples:

• Hidratar a pele diariamente com cremes neutros e sem fragrância.

• Evitar banhos muito quentes e o uso de sabonetes agressivos.

• Preferir roupas leves e de algodão.

• Manter boa ingestão de líquidos.

• Em caso de piora, em geral, indicamos medicamentos anti-histamínicos ou cremes com corticoide leve.

Quais são os sintomas iniciais?

Mesmo em fases iniciais, tumores triplo negativos geralmente não causam sintomas.

 A diferença é que, por crescerem muito rapidamente, a paciente pode perceber o nódulo em pouco tempo, e em poucas semanas ele já pode estar bem maior.

O sintoma mais frequente, quando se torna perceptível, é um nódulo duro e de crescimento rápido, normalmente detectado pela própria paciente. Alterações na pele, como retrações, ondulações ou aspecto de “casca de laranja”, também podem surgir.

Outros sinais importantes incluem:

Mudanças no formato da mama,

Dor persistente (apesar de dor não ser comum nas fases iniciais),

Inversão recente do mamilo,

Secreção sanguinolenta,

Linfonodos aumentados na axila.

Ainda assim, muitas pacientes não apresentam qualquer sintoma — o diagnóstico pode ser feito exclusivamente pelo rastreamento.

Vale reforçar que esses sinais não são exclusivos do câncer de mama triplo negativo, podendo ocorrer em outros tipos e subtipos.

Em relação aos exames, a mamografia continua sendo a principal ferramenta para detectar tumores pequenos, silenciosos e potencialmente curáveis, geralmente complementada por ultrassom e ressonância magnética das mamas, conforme indicação.

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