Ginecomastia.

Tratamento da Ginecomastia

Ginecomastia corresponde ao aumento do volume das mamas nos homens, provocado por aumento do tecido fibroglandular (tecido mamário) e/ou do tecido adiposo (gordura). A palavra ginecomastia provém do grego (gyne = feminino e mastia = mamas) correspondendo então a presença de mamas de aspecto feminino em homens.

A ginecomastia é mais frequente nos homens obesos. O tecido gorduroso produz enzimas, dotados da propriedade de converter certos precursores da testosterona em estrógenos.

Causas:

O fator causal na maioria das vezes é desconhecido (idiopático). Mas, como regra geral, deve-se ao desbalanço entre hormônios estimuladores (estrogênicos) e inibidores (androgênicos).

Pode ocorre de forma fisiológica em algumas fases da vida como:

  • Recém-nascidos – decorrente da passagem de hormônios da mãe para o bebê através da placenta.
  • Puberdade – decorrente do intenso estímulo hormonal da adolescência. Em geral, é transitória e tem resolução espontânea dentro de 12 a 18 meses.
  • Terceira idade – decorrente da diminuição da testosterona (hipogonadismo ou andropausa). Tende a piorar, pois em geral, a testosterona terá um decréscimo progressivo à medida que envelhecemos.

Pode ocorrer de forma patológica como nos casos de:

  • Distúrbios hormonais como hipertireoidismo, hiperprolactinemia, obesidade
  • Doenças hepáticas como cirrose
  • Uso de anabolizante
  • Uso de drogas como maconha
  • Alguns tipos de tumores que produzem muito hormônio sexuais femininos como câncer de testículo, câncer de adrenal dentre outros.

Ou podem ocorrer como efeito colateral de alguns medicamentos como:

  • Antiandrógenos ou inibidores da síntese de andrógenos (ciproterona, flutamida)
  • Antibióticos (isoniazida, cetoconazol, metronidazol)
  • Antiulcerosos (cimetidina, omeprazol, ranitidina)
  • Quimioterápicos (agentes alquilantes)
  • Medicamentos cardiovasculares (amiodarona, IECAs, digitoxina, nifedipina, reserpina, espironolactona, metioldopa, verapamil);
  • Drogas psicoativas (diazepam, haloperidol, fenotiazinas, antidepressivos tricíclicos):
  • Medicamentos para calvície: Dutasterida ou finasterida

 

Lateralidade:

  • Pode ser unilateral ou bilateral (mais frequente).

Volume/tamanho

  • Podem ser:
    • Grau 1 = Leve
    • Grau 2 = Moderada
    • Grau 3 = Acentuada

 

Relação com câncer de mama:

  • A ginecomastia por si só não se associa ao risco de câncer

Sintomatologia:

  • Aumento do volume das mamas
  • Dor nas mamas
  • Sensação de nodulação

Avaliação clínica:

  • É necessário que o médico colha uma história detalhada, faça um exame físico minucioso e realize alguns exames laboratoriais para chegar a uma conclusão de qual a causa da ginecomastia e, a partir daí, propor um tratamento adequado e personalizado para o seu caso.

Tratamento:

A escolha da melhor estratégia de tratamento vai depender do volume da mama, do desconforto estético e das implicações psicológicas e sociais como restrição à prática de esportes que impliquem na exposição do tórax, restrição de relacionamento afetivo, tendência a isolamento, uso constante de camisas muito folgadas ou uso de fitas adesivas/esparadrapo para não permitir a percepção pelos outros do contorno proeminente das mamas.

  • Expectante (observação clínica): geralmente o médico opta apenas por observação para os casos que aparecem na puberdade e com mamas de pequeno volume (casos de ginecomastia leve) pois tendem a ter resolução espontânea entre 14 e 16 anos. Os casos que se relacionam a alguns medicamentos, deverá ter estes medicamentos substituídos por outros.
  • Medicamentoso: para os casos com dor intensa pode ser utilizado medicamentos anti-hormonais como o tamoxifeno por exemplo.
  • Cirúrgico: geralmente indicamos a abordagem cirúrgica para os casos de médio a grande volume que perduram por mais de 18 meses. Além do volume da mama, em alguns casos poderá ser necessário a remoção do excesso de pele para adequar ao contorno da parede torácica

Como é realizada a cirurgia?

  • A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar mediante internação e sob anestesia geral. É realizado um corte ao redor da aréola para a ressecção do tecido mamário, podendo ou não ser associado aspiração da gordura. Alguns casos podem necessitar a ressecção do excesso de pele. O objetivo é retirar o volume mamário através de uma pequena cicatriz e de forma minimamente invasiva a fim de proporcionar o melhor contorno ao tórax masculino.
  • Em geral, coloca-se um dreno para remover o excesso de secreção (seroma). Também será necessário o uso de colete masculino cirúrgico por 3 a 6 semanas.
  • A internação geralmente é de um dia (ou menos) a depender do volume da mama e de condições clínicas do paciente.

Gostou da matéria? Visite nossa página no FacebookInstagram e em nosso Site e confira todas as nossas postagens.