O que é hormonioterapia para câncer de mama?

O que é a hormonioterapia e como ela funciona?

Na realidade, a hormonioterapia seria, ao pé da letra, uma “anti-hormonioterapia” – vamos explicar melhor. A maioria dos tumores de mama expressam receptores hormonais, estes receptores hormonais são os receptores de estrógeno e também os receptores de progesterona.

A mulher que ainda esta menstruando produz estes hormônios predominantemente nos ovários (são os hormônios sexuais femininos) e também na gordura periférica.

Já as mulheres que já entraram na menopausa produzem estes hormônios predominantemente neste último local (gordura). Baseado nisto já percebemos que mulheres obesas tem uma carga hormonal maior que mulheres magras o que é muito mais evidente na pós menopausa aumentando mais o risco de recidiva neste grupo de paciente com excesso de peso.

Estes hormônios (estrógeno e progesterona) são os responsáveis por estimular e alimentar e os tumores de mama que expressam os receptores hormonais.

A hormonioterapia (ou como explicamos, a anti-hormonioterapia) consiste em um grupo de medicamentos que tem a função de inibir que o estrógeno e progesterona produzidos nos ovários ou na gordura periférica possam chegar até a mama ou em qualquer outra célula mamária que eventualmente se espalhou pelo corpo, contribuindo para inibir a multiplicação tumoral, minimizando assim o risco de recorrência do câncer de mama.

Todo câncer de mama pode ser tratado com hormonioterapia?

Não, nem todo câncer de mama responde à hormonioterapia. Apenas os tumores que expressão receptores hormonais respondem a este tipo de tratamento, mas felizmente são a maioria. Aproximadamente 65-70% dos canceres de mama expressão os receptores hormonais tendo como mais uma arma terapêutica importante a hormonioterapia.

Quais as vantagens da hormonioterapia no tratamento do câncer?

A principal vantagem da hormonioterapia é se tratar de uma opção muito efetiva, e no geral, com muito menos efeito colateral que a quimioterapia (não promovem queda de cabelo, náuseas, vômitos ou risco de infecções graves (pois não levam à baixa da imunidade).

A maioria dos medicamentos desta classe são via oral o que oferece grande comodidade para o paciente, mas no geral tem seu uso prolongado (cerca de 5 anos podendo chegar até 10 anos em alguns casos de maior risco)

Os principais efeitos colaterais se relacionam a falta do hormônio sexual feminino no corpo da mulher (pois estão inibidos ou bloqueados por estas substâncias) podendo levar ou intensificar os sintomas de menopausa como calores, vagina seca, redução da libido, irritabilidade dentre outros.

Em alguns casos, somente a hormonioterapia poderá ajudar?

Sim, vários casos de câncer de mama com expressão de estrógeno e progesterona, se diagnosticados no início e que ofereçam baixo risco de metástase e de recidiva, poderão ser tradados, do ponto de vista medicamentoso, apenas com hormonioterapia (sem quimioterapia) em complementação à cirurgia oncológica e a radioterapia evitando os tão inconvenientes efeitos da quimioterapia e com altíssimas chances de cura.

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