Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Mitos e verdades sobre o câncer de mama

Câncer de mama só aparece em quem tem histórico familiar

Mito. A maioria das mulheres acometidas pelo câncer de mama não tem familiares com a doença.  As estimativas mostram que apenas cerca de 30% dos casos tem algum histórico familiar de câncer.

A história familiar, porém, influencia quando o parentesco é de primeiro grau, ou seja, se a mãe, a irmã ou a filha já foram diagnosticadas com câncer de mama.

Outro fator que influencia é a idade de aparecimento deste câncer, principalmente se o tumor apareceu antes dos 40 anos. Nessas situações, a mulher deve redobrar a atenção e procurar o médico para a orientação da conduta adequada, inclusive com a realização de rastreamento genético.

Vale ressaltar que apenas 10% dos casos têm origem hereditária estando associada a uma mutação genética podendo passar de pai/mãe para filho(a). Os principais genes envolvidos neste processo são os genes BRCA1 e BRCA2 como no caso da atriz americana Angelina Jolie.

Considerando as mulheres sem histórico familiar (70% dos casos) de câncer de mama, os principais fatores de risco para a doença o câncer de mama são o nosso processo natural de envelhecimento (que é algo imutável),  estilo de vida e questões hormonais como idade da primeira menstruação, idade da menopausa, uso de terapia de reposição hormonal, gravidez e amamentação.


Todo câncer de mama é igual

Mito. O câncer de mama é uma doença heterogênea com vários tipos e subtipos. Brincamos que o câncer de mama tem nome e sobrenome e pertence a uma determinada família.

E essa classificação de qual família pertence é muito importante para entender as melhores armas para tratar cada tipo específico de câncer de mama.

Para saber mais acesse nossa publicação: Quais são os tipos de câncer de mama.



Amamentar protege contra o câncer de mama

Verdade. A amamentação é um fator protetor contra câncer de mama especialmente se a amamentação ocorre antes dos 30 anos de idade.  Outros fatores importantes são a quantidade de ciclos de amamentação e duração da amamentação. Quanto mais vezes a mulher amamentar (relacionado ao número de gravidezes) e quanto mais prolongado for este período, maior será a proteção.

Esse efeito protetor ocorre porque a amamentação reduz o número de ciclos menstruais e, consequentemente, reduz a exposição da mama a certos hormônios femininos que se relacionam com o surgimento do câncer de mama, em especial o estrógeno. 

Mas, como o câncer de mama é uma doença multifatorial, o simples fato de amamentar não é uma garantia de que esta mulher não terá câncer de mama.


Gravidez protege contra o câncer de mama

Verdade. A gravidez, assim como a amamentação, é um fator protetor contra câncer de mama.

Esse efeito protetor ocorre porque durante a gravidez alguns hormônios que estimulam o câncer de mama vão estar inibidos.


O câncer de mama pode ser causado por um trauma (batida) nos seios

Mito. Nenhum tipo de trauma é capaz de desencadear um câncer de mama. Não é por causa de um trauma que as células malignas vão surgir e se multiplicar de maneira desenfreada.

O que ocorre na prática é que machucados na mama despertar a atenção da mulher para essa região do seu corpo. A paciente tende a examinar com mais cautela a mama e tende também a procurar também auxílio médico o que pode levar à percepção de nódulos já existentes.


Desodorante pode causar câncer de mama 

Mito. Parte dessa crença também se deve ao fato de que os desodorantes são aplicados na axila, região próxima ao tecido mamário. Nenhum tipo de desodorante é capaz de desencadear um processo de carcinogênese (formação de câncer).

Para saber mais acesse nossa publicação: Desodorante, antitraspirante e o câncer de mama.



Sutiã de haste de metal pode causar câncer

Mito. A haste de metal feita para aumentar a sustentação da mama nos sutiãs de bojo não exerce nenhuma influência no risco de câncer e mama.



Se eu fizer o autoexame todos os meses não preciso fazer a mamografia 

Mito. O autoexame é um importante aliado para despertar a consciência corporal, mas, na grande maioria das vezes, não é capaz de flagrar o início de um tumor na sua fase mais precoce. A palpação detecta apenas caroços maiores.

Então, por mais que seja desconfortável, a mamografia é fundamental para o diagnóstico precoce uma vez que detecta microcalcificações e pequenos nódulos.



Câncer de mama tem cura

Verdade. Aqui muitos fatores devem ser considerados. Um dos mais importantes é o diagnóstico precoce. “Quanto menor a lesão identificada, maior a chance de cura”, afirma a médica. Entretanto, há que se ressaltar as diferenças entre os tipos de tumor. Cada paciente é única.

Também é fundamental destacar, que mesmo para os casos sem cura, os saltos da oncologia e o leque de opções terapêuticas, com medicamentos e tecnologias modernas, permitem o controle da doença e resultam em qualidade de vida.


Gostou da matéria? Visite nossa página no FacebookInstagram e em nosso Site e confira todas as nossas postagens.