A mastectomia moderna, do ponto de vista técnico se constitui na mastectomia com preservação do complexo areolopapilar (CAP), ou seja, mastectomia com preservação do bico do seio (Fig. 1). Está associada à reconstrução mamária imediata com prótese de silicone definitiva, prótese expansora definitiva ou expansor temporário (Fig. 2) de acrodo às caracteristicas físicas da paciente bem como da avaliação médica. Alguns casos poderão ser reconstruídos com retalhos autólogos miocutâneoa (retalho TRAM ou retalho do músculo grande dorsal).

Fig. 2: Fig. 1: Representação esquemática da área a ser removida

Fig. 2: Aspecto esquemático da reconstrução mamária.

Indicação: Tem sua indicação para paciente com tumores iniciais, tumores multicêntricos (vários tumores simultâneos), pacientes de alto risco genético (mutacão dos genes BRCA1, BRCA 2, dentre outros).

Contra-indicação: a principal contra-indicacao coresponde aos tumores que comprometem o bico do seio, tumores avançados com comprometimento de pele e carcinoma inflamatório de mama . Outras contra-indicações relativas são mamas muito volumosas e saída de secreção sanguinolenta pelo bico do seio.

Vantagens: permite a reconstrução mamária imediata com manutenção do aspecto anatômico da mama o mais próximo possível da mama natural. (Fig. 3)

Fig. 3 – Opções de cicatrizes e aspecto final para os caso de boa evolução pós-operatória

Desvantagens: risco de necrose do bico do seio (por questões anatômicas e funcionais da vascularização do complexo areolopapilar (Fig. 4)), perda da sensibilidade e taxas um pouco maiores de reincidência do câncer (uma vez que esta estrutura tão importante para a identidade anatômica da mama é constituída por tecido mamário, e a sua preservação equivale a uma mastectomia quase total pois houve preservação de tecido mamário)

Fig. 4: Aspecto da vascularização superficial(A) e profunda (B e C) da mama.

Prevenção começa com informação.

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